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Caminhos e escolhas.
O meu amigo Paulo de Tharso esteve na platéia da peça Homens de Papel neste último Domingo e escreveu sobre a peça no seu blog. Fiquei bem feliz com a presença dele e da Adriana. Com o texto que escreveu sobre a peça, e sobre mais um tanto de coisas. Paulo, é bom ler o seu texto. Isso reforça uma caralhada de coisas que venho pensando sobre a nossa arte. Isso também me deixa bem feliz quando penso nas escolhas que fiz e que ando fazendo. Faz trinta anos que estou na labuta. Faz trinta anos que estou no meio de um tiroteio danado... Posso ter me enganado ou me equivocado algumas vezes nessa odisséia. Mas que eu me orgulho de muito coisa, ah, isso eu me orgulho sim, e pra caralho. Aí vai o texto: "... Domingo passado fui assistir “Homens de Papel”. Texto de Plínio Marcos, com Nelsinho Peres e um elenco jovem de tirar o fôlego. É legal a gente perceber que ainda existe a arte colaborativa em um grupo tão jovem. É um espetáculo em que o espectador é levado a trabalhar, de uma maneira silenciosa e tranqüila, porque nada nos é estranho. Principalmente o tema. Sem trilha, com uma luz correta e triste, assim como é a vida, o espetáculo é sua síntese. Tá certo: é uma das faces da vida. A face do desencanto. Lá no teatro, os espectadores têm um olhar forte diante de um texto corpulento (apesar da miséria ser magra e fraca), diferente de uma notícia terrível que a TV impõe e manipula diante de um olhar alienado ou distraído daqueles que assistem a caixinha que emite raios. Quando você sai da peça, sai com certa idéia na cabeça. E isso faz diferença! Principalmente quando você está fora de esquadro, assim como eu. Esse texto é um recorte fechado no tempo. A peça não traz novidade radical, tampouco pretende isso. Apenas texto, luz e atores. E quando isso é bem feito, o resultado é um bom espetáculo. E os textos deste inesquecível autor, sempre tiveram uma dimensão estética, o que não é verdade de um modo geral na dramaturgia que hoje a gente vê por aí, com raríssimas exceções. Digo isso porque vivemos hoje em dia a contradição máxima. Qualquer coisa pode entrar na esfera da arte. Mais do que nunca, a arte, hoje, se constitui como uma esfera à parte, com pessoas que produzem, com instituições que fazem circular, seus críticos, etc, etc... Na última Bienal de São Paulo tinha um andar inteiramente vazio, simbolizando o vazio na arte. Bem, podemos, é certo, fazer o vazio significar várias coisas. Há artistas que organizam retrospectivas de suas obras, e o que vemos? Nada. Há apenas guias que falam. Então há muitas possibilidades. Vamos conceber uma exposição sobre o tema do vazio no modernismo duro. Ou então imaginar uma exposição pós-moderna desencantada “mostrando o vazio porque a arte hoje é vazia”, e assim por diante. Mas isso não acontece quando voltamos os olhos e abrimos os ouvidos para espetáculos e textos como “Homens de Papel”. Há outros, é claro. Mas é preciso a vontade para navegá-los. A estética e a política são os legados dos textos de Plínio Marcos. Ele organizava o sensível: que era dar a entender, dar a ver, de construir a visibilidade e a inteligibilidade dos acontecimentos, que toda uma geração não queria ou não quer ver. Vale a pena conferir. Mas é bom ir desarmado, caro espectador. Desarmado dos conceitos e de seus pré-conceitos". Teatro Coletivo Rua da Consolação, 1623 Sábados às 19:00h e Domingos às 18:00h.
Escrito por Nelson Peres às 14h37
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Tô indo pro teatro...

Homens de Papel, de Plínio Marcos Com uma porrada de gente bacana no elenco: Bruna Aragão, Carlos Landucci, Dênete Reis, Fernanda Assef, Mônica Raphael, Rodrigo Soller, Rodrigo Valim, Sérgio Audi, Silvia Garcia e Thiago Barros. Sábados às 19:00h e Domingos às 18:00h. Teatro Coletivo (antigo Fábrica) Rua da Consolação, 1623 O ingresso é R$30,00, mas quem tem nome na lista paga só R$10,00.
Escrito por Nelson Peres às 15h50
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Amanhã tem estréia

Homens de Papel, de Plínio Marcos Estarei no palco compondo o elenco de mais um texto fudido do grande Plínio Marcos. É isso aí, tem uma porrada de gente bacana no elenco: Bruna Aragão, Carlos Landucci, Dênete Reis, Fernanda Assef, Mônica Raphael, Rodrigo Soller, Rodrigo Valim, Sérgio Audi, Silvia Garcia e Thiago Barros. Sábados às 19:00h e Domingos às 18:00h. Teatro Coletivo (antigo Fábrica) Rua da Consolação, 1623 O ingresso é R$30,00, mas quem tem nome na lista paga só R$10,00.
Escrito por Nelson Peres às 14h44
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