Escuta Zé
  Daqui a pouco eu apareço...



Escrito por Nelson Peres às 00h46
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já se sentiu feliz

por não ser mais tão importante?

eu tenho andado tranquilo

com essa felicidade estúpida

a me fazer companhia...



Escrito por Nelson Peres às 20h38
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  Parabéns, maluco!

(eu queria ter passado o dia de hoje com você... e com a fotógrafa da sua irmã)



Escrito por Nelson Peres às 23h09
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  Eu tenho preferido o sofá da sala.

Tem alguma coisa acontecendo na minha cabeça. No meu coração. Uma estranha sensação de "falta de sentido". Confortável... Prazerosa. E chega a ser assustador o prazer que a "falta de sentido" tem me proporcionado. Bucólico. Um sossêgo. É, acho que é isso. Tô bucólicamente sossegado.

Na eminência do descompromisso.



Escrito por Nelson Peres às 23h03
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  Pai e irmã emocionados numa arquibancada cheia...

Na sexta, fui assistir uma final de campeonato. O Francisco fez um golaço. Mas perderam o jogo. Tudo certo, na hora da medalha do vice, pediu que eu a colocasse... Fora a bolada que tomou na cara (dá uma sacada no vermelhão do rosto e o olhar assustadissimo de emoção). Descobri que ele reage igualzinho a mim. Fica quieto antes do jogo, joga quieto e comemora quieto  também. Mesmo se emocionando pra caramba.

Aliás, filho, daqui a pouco é dia 13. Parabéns pelos seus sete anos!

Foi muito legal te ver lá jogando como você jogou...

Como eu gosto de você, filho...

 foto da prima Juliana Peres

(que largou uma festa da faculdade pra assistir o jogo)

(e chorou de alegria na hora do gol dele)



Escrito por Nelson Peres às 23h12
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  A semana passada acabou a temporada do nosso "Aos ossos..."

E o meu amigo Mário Bortolotto já tá mandando outra. Estreiou na sexta.

Na semana que vem vou ver se dou um pulo lá...

Tape 

 

Texto Stephen Belber> Direção Mário Bortolotto> Com Pedro Guilherme, Marcelo Selingardi e Carolina Fauquemont> Sexta e sábado às 21h30 domingo às 20h até 29/06> Teatro Sérgio Cardoso Sala Paschoal Carlos Magno Rua Rui Barbosa, 153, 3288-0136> Ingressos R$ 10 a R$ 20



Escrito por Nelson Peres às 12h26
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  Na semana que vem o Franciscão faz 7 anos...

Eu ando numa puta de uma correria. E tinha prometido uma bicicleta. Tem uma fase na vida que a gente realmente precisa de uma bicicleta. Acordei cedo, peguei o ônibus e fui pra lá. Catei os dois e descemos algumas ribanceiras a pé até chegar numa loja que monta umas bicicletas bem legais. Mandei ver no cartão. E o dia de hoje foi mais ou menos assim...

A loja ia entregar a dita cuja às 14:00h.

A Tarsila se divertia passando baton (14:34h)

o Franciscão esperava (14:35h)

(14:36h)

a Tita... (14:38h) - tava meio frio por lá...

(14:48h)

(14:50h)

(15:11h)

(15:12h)

No mês que vem ela faz 4 anos...



Escrito por Nelson Peres às 23h13
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  Cada um na sua época

Morando em cima do piano

guardados num porta-retratos...

minha mãe, meu filho, eu e a minha irmã...



Escrito por Nelson Peres às 16h26
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  O tradicional aspecto familiar desse blog...

 



Escrito por Nelson Peres às 16h10
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  Na semana passada eu li algo que me emocionou bastante.

E tem de ser publicado aqui também, com a permissão do seu autor. Marião, você me emocionou seriamente com este belo texto doído. E me encheu de orgulho também, de sermos o que somos... meu amigo.

Ah, o meu pai e a minha mãe pediram pra que eu lesse em voz alta. E o Dr. Spartacus disse: o Mário escreve fácil, né? E o olhos da D. Nadalette se encheram de água...

" NOSSOS OSSOS QUE DOEM

SEMPRE

Não. Não tem a ver com velhice. Embora os dois personagens já tenham passado dos 40. É é claro que nós não somos dois garotos. Não é a toa que o Sérgio escreveu os personagens pra mim e pro Nelsinho. Somos dois caras com os ossos doendo, né, Camarada? Somos dois caras com trajetórias parecidas. Dois sujeitos que sempre investiram em suas vidas profissionais de um jeito torto, radical, sem concessões. E se chegaram a conseguir algo que pode ser respeito, admiração, inveja, rancor ou o que quer que seja, foi de um jeito bastante espontâneo. Nós nunca forçamos a barra. Somos dois sujeitos que acreditavam que a vida tava meio que bem acabada, né? Com casamentos, filhos e um olhar quase sereno sobre a pilha de pratos. Mas aí meio que na mesma época coincidentemente aconteceu o sentimento de derrota, de perda inexorável e nossas vidas sob escombros. Aí a gente se encontrava de madrugada nos bares e ficava conversando sobre tudo. Você lembra, né, Nelsinho? A gente conversando até de manhã e se embriagando é claro, que era um jeito de anestesiar a dor nos ossos. A conversa e a bebida. Nossas trajetórias parecidas e o encontro inevitável no palco nesse texto tão bonito e oportuno (pra nós, é claro ou você acha que não estamos de algum jeito falando de nós mesmos quando estamos lá?) do Sérgio. Então é por isso que acontece toda a sinergia? Eu diria que é porque os nossos ossos doem tanto quanto os dos personagens.

E é por isso que nós entramos ontem naquele teatro e fizemos o nosso espetáculo pra 5 pessoas. Pois é. A última semana da temporada e tinham 5 pessoas na platéia. Estamos falando de um mundo longe de qualquer glamour. O nosso e o dos personagens. Então tinha 5 pessoas. Tinha o Carcarah, o Heitor e outras três que eu não conheço. E a gente fez de um jeito visceral, apaixonado, destruidor, em carne viva, com "sangue no zóio", com pau na mesa ou como preferirem. Porque os nossos ossos doem de um jeito que ali na solidão daquele teatro de arena com Chet Baker tocando, é que sabemos que os nossos olhares desesperados buscam uma serenidade que não quer mais ser encontrada. Porque as nossas trajetórias são tão parecidas, os ossos doem de um jeito tão foda que vai ser impossível aplacar essa dor.

Porque nós não somos de brincadeira. Porque já passamos dos 40. Porque os ossos doem. Porque não se deve brincar com sujeitos tão calejados como nós dois, né, Nelsinho?

Então não esperem menos do que isso da gente. Nós não sabemos fazer pouco... ".

(Mário Bortolotto)



Escrito por Nelson Peres às 13h16
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