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Parabéns, maluco!

(eu queria ter passado o dia de hoje com você... e com a fotógrafa da sua irmã)
Escrito por Nelson Peres às 23h09
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Eu tenho preferido o sofá da sala.
Tem alguma coisa acontecendo na minha cabeça. No meu coração. Uma estranha sensação de "falta de sentido". Confortável... Prazerosa. E chega a ser assustador o prazer que a "falta de sentido" tem me proporcionado. Bucólico. Um sossêgo. É, acho que é isso. Tô bucólicamente sossegado.
Na eminência do descompromisso.
Escrito por Nelson Peres às 23h03
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Pai e irmã emocionados numa arquibancada cheia...
Na sexta, fui assistir uma final de campeonato. O Francisco fez um golaço. Mas perderam o jogo. Tudo certo, na hora da medalha do vice, pediu que eu a colocasse... Fora a bolada que tomou na cara (dá uma sacada no vermelhão do rosto e o olhar assustadissimo de emoção). Descobri que ele reage igualzinho a mim. Fica quieto antes do jogo, joga quieto e comemora quieto também. Mesmo se emocionando pra caramba.
Aliás, filho, daqui a pouco é dia 13. Parabéns pelos seus sete anos!
Foi muito legal te ver lá jogando como você jogou...
Como eu gosto de você, filho...

foto da prima Juliana Peres
(que largou uma festa da faculdade pra assistir o jogo)
(e chorou de alegria na hora do gol dele)
Escrito por Nelson Peres às 23h12
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A semana passada acabou a temporada do nosso "Aos ossos..."
E o meu amigo Mário Bortolotto já tá mandando outra. Estreiou na sexta.
Na semana que vem vou ver se dou um pulo lá...
Tape
Texto Stephen Belber> Direção Mário Bortolotto> Com Pedro Guilherme, Marcelo Selingardi e Carolina Fauquemont> Sexta e sábado às 21h30 domingo às 20h até 29/06> Teatro Sérgio Cardoso Sala Paschoal Carlos Magno Rua Rui Barbosa, 153, 3288-0136> Ingressos R$ 10 a R$ 20
Escrito por Nelson Peres às 12h26
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Na semana que vem o Franciscão faz 7 anos...
Eu ando numa puta de uma correria. E tinha prometido uma bicicleta. Tem uma fase na vida que a gente realmente precisa de uma bicicleta. Acordei cedo, peguei o ônibus e fui pra lá. Catei os dois e descemos algumas ribanceiras a pé até chegar numa loja que monta umas bicicletas bem legais. Mandei ver no cartão. E o dia de hoje foi mais ou menos assim...
A loja ia entregar a dita cuja às 14:00h.

A Tarsila se divertia passando baton (14:34h)

o Franciscão esperava (14:35h)

(14:36h)

a Tita... (14:38h) - tava meio frio por lá...

(14:48h)

(14:50h)

(15:11h)

(15:12h)

No mês que vem ela faz 4 anos...
Escrito por Nelson Peres às 23h13
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Cada um na sua época
Morando em cima do piano
guardados num porta-retratos...

minha mãe, meu filho, eu e a minha irmã...
Escrito por Nelson Peres às 16h26
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O tradicional aspecto familiar desse blog...




Escrito por Nelson Peres às 16h10
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Na semana passada eu li algo que me emocionou bastante.
E tem de ser publicado aqui também, com a permissão do seu autor. Marião, você me emocionou seriamente com este belo texto doído. E me encheu de orgulho também, de sermos o que somos... meu amigo.
Ah, o meu pai e a minha mãe pediram pra que eu lesse em voz alta. E o Dr. Spartacus disse: o Mário escreve fácil, né? E o olhos da D. Nadalette se encheram de água...
" NOSSOS OSSOS QUE DOEM
SEMPRE

Não. Não tem a ver com velhice. Embora os dois personagens já tenham passado dos 40. É é claro que nós não somos dois garotos. Não é a toa que o Sérgio escreveu os personagens pra mim e pro Nelsinho. Somos dois caras com os ossos doendo, né, Camarada? Somos dois caras com trajetórias parecidas. Dois sujeitos que sempre investiram em suas vidas profissionais de um jeito torto, radical, sem concessões. E se chegaram a conseguir algo que pode ser respeito, admiração, inveja, rancor ou o que quer que seja, foi de um jeito bastante espontâneo. Nós nunca forçamos a barra. Somos dois sujeitos que acreditavam que a vida tava meio que bem acabada, né? Com casamentos, filhos e um olhar quase sereno sobre a pilha de pratos. Mas aí meio que na mesma época coincidentemente aconteceu o sentimento de derrota, de perda inexorável e nossas vidas sob escombros. Aí a gente se encontrava de madrugada nos bares e ficava conversando sobre tudo. Você lembra, né, Nelsinho? A gente conversando até de manhã e se embriagando é claro, que era um jeito de anestesiar a dor nos ossos. A conversa e a bebida. Nossas trajetórias parecidas e o encontro inevitável no palco nesse texto tão bonito e oportuno (pra nós, é claro ou você acha que não estamos de algum jeito falando de nós mesmos quando estamos lá?) do Sérgio. Então é por isso que acontece toda a sinergia? Eu diria que é porque os nossos ossos doem tanto quanto os dos personagens.
E é por isso que nós entramos ontem naquele teatro e fizemos o nosso espetáculo pra 5 pessoas. Pois é. A última semana da temporada e tinham 5 pessoas na platéia. Estamos falando de um mundo longe de qualquer glamour. O nosso e o dos personagens. Então tinha 5 pessoas. Tinha o Carcarah, o Heitor e outras três que eu não conheço. E a gente fez de um jeito visceral, apaixonado, destruidor, em carne viva, com "sangue no zóio", com pau na mesa ou como preferirem. Porque os nossos ossos doem de um jeito que ali na solidão daquele teatro de arena com Chet Baker tocando, é que sabemos que os nossos olhares desesperados buscam uma serenidade que não quer mais ser encontrada. Porque as nossas trajetórias são tão parecidas, os ossos doem de um jeito tão foda que vai ser impossível aplacar essa dor.
Porque nós não somos de brincadeira. Porque já passamos dos 40. Porque os ossos doem. Porque não se deve brincar com sujeitos tão calejados como nós dois, né, Nelsinho?
Então não esperem menos do que isso da gente. Nós não sabemos fazer pouco... ".
(Mário Bortolotto)
Escrito por Nelson Peres às 13h16
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Dia longo e divertido...
Não deu pra passar por aqui. Meus filhos tão gritando na sala até agora. Não sobra tempo pra absolutamente nada senão assassinar essa saudades.
Tem muita coisa boa pra se fazer hoje e amanhã na virada cultural.
Tô meio sem tempo... Aproveito então pra recomendar o blog do meu amigo Mário Bortolotto que selecionou uma caralhada de coisas boas. Dá uma passada por lá e boa viagem.
Eu? Eu vou perder tudo isso. Por um motivo bem razoável. O Francisco não dorme enquanto eu não chegar...
Vou pra uma virada paternal nesse final de semana.
Escrito por Nelson Peres às 18h42
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Encarando oito bisses. Mas hoje, especialmente, queria ter tido um jantar romântico e uma garrafa de um Santa Helena.
Amanhã logo cedo estarei numa sala de aula. Meus sábados matutinos têm sido assim. Saio da peça na sexta e nunca consigo ir dormir direto. Nessas, acabo indo tarde... Me fodendo pra levantar e pra encarar um curso de matemática numa faculdade quase deserta. Hoje, não. Comprei uma Xingu. Depois, deixei a rapaziada se divertindo e fugi pra casa. Com a latinha de Xingu numa mão e um cigarrho queimando na outra. Fui embora não querendo ir, por motivos óbvios, e tenho certeza de que sabes do que estou falando. Antes da cama, sentei por aqui... Queria escrever algo nobre. Não ando muito nobre não. Estou guardando e aguardando algo no peito. E pra aliviar, meus filhos tão chegando amanhã e eu comemorando a sua chegada. Depois da aula vou passar num daqueles mercadinhos de bolachas que tem na Domingo de Moraes e encher a casa de bolachas gostosas. Adoro a cara deles quando mostro uns pacotes desses. Sai do canto (lírico) deixando um pedaço meu pra pular pra outro. Não tinha muito o que falar. Tava mais pra ouvir... Tava mais pra esperar. E E acabei devorando meia caixa de bis...
Escrito por Nelson Peres às 01h35
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Só pra avisar...
Correndo. Quase quinta. Tô achando bem estranho e triste o fato da nossa temporada chegar ao fim. Caráio, passaram-se dois meses! Foi muito bom estar nesta peça. Espero que voltemos em breve... Mas, como as coisas sempre tem um outro lado: vou poder voltar a visitar aqueles dois grandes motivos de felicidade com um pouco mais de frequência. Que saudades. Quase quatro semanas sem eles. Não me acostumo com essa distância. Muito tempo. E eu gosto de ser o pai que sou (eu sou um pai bem presente). Tento continuar assim ao telefone, mas o telefone não balança os cabelos e nem abraça a gente. O telefone não tem olhos.
Nem dorme perto da gente...
Ah, e mesmo jogando mal hoje... Hehehe!
Escrito por Nelson Peres às 21h45
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Corta, corta:
Primeira noite da semana que fico em casa. Com um pouco mais de calma. Não tenho tirado os olhos do relógio. Não tenho olhado pro teto. Nem permanecido no banheiro por mais de dez minutos. Isso é muito pouco tempo. Isso pra mim é um grande problema. Vira e mexe me pego com uma puta saudades da minha cachorra. Será que ela consegue (lá de longe) perceber que eu ainda estou vivo? Quando vejo algumas crianças na rua me flagro sorrindo internamente e me lembrando dos meus dois lá longe também. Às vezes, tenho vontade de parar e puxar uma prosa... Mas eu tenho andado com uma certa pressa ultimamente. Tenho dormido pouco. Mas tenho tido sonos profundos. Não me lembro de ter sonhado nestas últimas noites. Perdi algum peso neste último mês. Nada grave. O meu apetite andava meio amortizado. Sobrevivi a duas gripes mundanas. E ainda andei me estressando um bocado por falta de grana. Acho que tô melhor, agora. Do jornal, só algumas passadas pelos cadernos de esporte e de cultura. Nada de promotores discutindo a morte horrível de uma criança. Não consigo imaginar a dor dessa gente. Ou melhor, consigo e muito. É inevitável não esboçar rascunhos dos meus filhos se divertindo dentro da minha cabeça. Tenho estado em “bom estado” no geral. Mais magro é verdade. Menos atleta. A sorte é que todas as sextas, sábados e domingos dou meus pulos lá no Ruth Escobar... Tem ajudado a manter a forma. Tem ajudado a aliviar a dor nos ossos e outros tipos de dores também. Pena que a temporada tá acabando. Tenho fumado menos. Tenho bebido menos. Aliás, nem tenho me metido em encrencas. Tudo tem o seu lado bom, não é mesmo, Polinelson? Tá tudo certo. Claro que poderia estar melhor. Mas também poderia estar pior também, não acha? Corta, corta: simplifica.
Escrito por Nelson Peres às 21h42
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metrô
ônibus
ônibus
metrô
nada...
de mim
nada... de você
Escrito por Nelson Peres às 21h08
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Não sou eu quem diz... Vamos por um fim nesse choro todo. Cês tão no lucro, rapaziada de verde.
Direto do blog do Juca Kfouri
"Pênalti em Adriano
Volto da ESPN-Brasil e minha caixa postal está inundada: sim, houve um pênalti em Adriano antes do gol com a mão.
Se o gol com a mão era difícil de se ver, o pênalti mais ainda.
Mas, sim, o gol foi com a mão e houve o pênalti que, se não houvesse, talvez permitisse um gol legal.
E viva o futebol!
Em tempo: procure não ouvir o bestialógico da narração.
Escrito por Nelson Peres às 22h37
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